Muito antes da MTV, os artistas manifestaram a dimensão visual da sua arte através dos seus álbuns. Todo fã de música tem o seu favorito, mas várias capas se destacam pelo seu brilho, seu impacto e sua capacidade de fazer tanto uma declaração como a musica que eles representam. O trabalho dos designers que aqui estão se estende por mais de 40 anos de musica.
Anos sessenta: Antes de 1960, a maioria dos álbuns destacavam retratos de músicos, instrumentos e/ou músicos tocando instrumentos. Mas o espírito de 1960 de exploração e experimentação encontrou seu caminho na música e, consequentemente, para as capas de álbuns.
1967 The Beatles, Sgt.Pepper’s Lonely Hearts Club Band

Nenhuma capa de álbum define a sua época e seus artistas de mais de 1967 como essa. Sendo o oitavo álbum lançado pelos Beatles, É frequentemente citado como o melhor e mais influente álbum da história do rock e da música. Com uma fotografia de Michael Cooper com os quatro Beatles vestidos como sargentos diante de uma colagem feita por Peter Blake com vários rostos de pessoas célebres, entre os quais Marilyn Monroe, Marlon Brando, Bob Dylan, Cassius Clay, D.H. Lawrence e até Shirley Temple. Também apareceriam Karl Marx, Gandhi, Hitler e Jesus Cristo, mas estes foram deixados de fora. Jesus Cristo não foi incluído por causa da declaração um ano antes de John dizendo que os Beatles eram mais populares que Jesus Cristo, Gandhi foi retirado por receio da gravadora em ofender o mercado indiano. Para evitar processos a gravadora pediu autorização às personalidades. O ator Leo Gorcey teve sua imagem retirada por pedir um pagamento pelo uso da sua imagem. O rosto do ator mexicano Germán Valdés “Tin Tan” aparecia na capa, mas ele se não autorizou sua exibição na última hora, enviando em seu lugar uma árvore da vida de Metepec (planta tradicional mexicana) que aparece em canto da fotografia. Em 2007, o jornal britânico The Independent On Sunday afirma que o ditador nazista Adolf Hitler estaria escondido na capa, aparecendo em parte entre o baterista Ringo Starr e o atleta e ator Johnny Weissmuller.
Muitos acreditam que a capa contém uma mensagem oculta sobre a suposta morte de Paul McCartney, já que na parte inferior deles parece haver uma tumba adornada com flores e um contrabaixo (também feito de flores) e com três cordas apenas, o que significaria que faltava um Beatle.
1967 The Doors, Strange Days

Com este álbum, o The Doors tocou sobre o surrealismo da década escapando da psicodelia que marcaria a sua geração. A imagem sendo analisada como um zoológico, é uma mistura de profissionais, amadores e amigos. O malabarista é o assistente do fotógrafo. O trompetista no fundo era um motorista de táxi que concordou em posar, por cinco dólares, antes que a fotografia fosse tirada.
1971 The Rolling Stones, Sticky Fingers

Em 2003, a rede de televisão VH1 nomeou Sticky Fingers como a melhor capa de disco de todos os tempos. A obra de arte para Sticky Fingers, que possui um zíper que se abre para revelar um homem em cuecas de algodão foi concebida pelo artista pop americano Andy Warhol, fotografada por Billy Name e projetada por John Pasche. A capa, uma foto da virilha do modelo Joe Dallesandro vestindo uma de calça jeans apertada, escondendo um pênis supostamente ereto, foi assumida por muitos fãs como sendo uma imagem de Mick Jagger, porém as pessoas realmente envolvidas no momento da sessão de fotos revelaram que vários homens diferentes foram fotografados (Jagger não estava entre eles) e nunca revelaram qual foi usada. Entre os candidatos, Jed Johnson, amante de Warhol, negou-se a lançar sua imagem (ele morreu em 1996, a bordo do vôo 800 da TWA), embora seu irmão gêmeo Jay tenha sido uma possibilidade.
Após os varejistas se queixarem que o zíper estava causando danos ao vinil, este foi transferido ligeiramente para o centro do disco, onde os danos seriam minimizados. O álbum apresenta o primeiro uso do “Tongue and Lip Design”, desenhado por John Pasche.
A capa do disco Like a Prayer, da cantora americana Madonna, lançado em 1989, foi inspirada na capa de Sticky Fingers.
1973 Pink Floyd, Dark Side of the Moon

Estima-se que 1 em cada 14 pessoas com menos de 50 anos, nos EUA tenha uma cópia deste álbum. A simplicidade clássica do prisma em Dark Side é parcialmente derivado de uma ilustração de livros didáticos destinados a mostrar como a luz passa através de um prisma para formar um espectro. Em um livro de ciência, porém, um espectro prisma tem sete cores. A capa do álbum tem apenas seis pois simplesmente o sétimo parecia muito com o roxo.
1977 Sex Pistols, Never Mind the Bollocks Here’s the Sex Pistols

É o primeiro e único álbum da banda britânica de punk rock Sex Pistols. A estrutura se assemelha a uma nota de resgate (na verdade projetada com recortes de jornais). O álbum foi recusado por lojas de discos por causa da palavra “Bollocks” (Besteira) e o tema foi posteriormente retomado no tribunal.

Este álbum foi chocante em todos os sentidos. Um par de gêmeos siameses unidos pelo quadril e ombro (na verdade, uma escultura de gesso construída pelo cantor Perry Ferrell) onde sentar nu em um assento de amor e com suas cabeças em chamas era algo fenomenal para ele!
De acordo com Ferrell, é mais difícil de obter grandes chamas queimando em gesso do que se poderia pensar. Nove grandes nomes recusaram a fotografar o álbum.







Antônio Barros Disse:
on 05/05/2010 at 15:44
Novidades sobre os Beatles
Segue abaixo endereço eletrônico de uma lojinha virtual de camisetas
dos Beatles
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Aos cuidados de Antônio Barros.
Guilherme Cirne Disse:
on 05/05/2010 at 16:11
Visitei o site. De cara não tem nada dos Beatles, mas basta dar uma procurada na parte de busca que se encontram muitas coisas.